Visita à FEIPLAR

feiplar001negocio_nos_trilhos001Através de uma vista programada pela disciplina de mestrado visitei a FEIPLAR – a feira internacional de composites, poliuretano e plásticos de engenharia – que aconteceu no pavilhão do expo centernorte.

O intuito da minha presença foi obter informações sobre novas técnicas e materiais que pudessem contribuir diretamente no experimento com o segundo dispositivo, ou seja:

  • materiais e processos de fabricação aplicáveis diretamente à construção do robô;
  • ou materiais macios que pudessem ser usados como matéria prima para a criação de estudos fresados pelo robô.

Meu conhecimento sobre os materiais que dão o nome à feira era bem pequeno e a publicação distribuída na recepção do evento deu uma boa noção básica sobre os materiais que dão nome à feira. Abaixo transcrevo os trechos mais importantes:

Composites:

(…) também chamados de compósitos, plástico reforçado, fiber glass ou simplesmente fibra de vidro, são materiais que unem uma matriz, normalmente polimérica (…), com reforços, sendo fibra de vidro, carbono, aramida ou naturais as mais comuns. Fabricadas manualmente ou por processos de moldagem aberta ou fechada, as peças em composites combinam as melhores propriedades mecânicas, químicas, térmicas e dielétricas das resinas usadas com as excelentes propriedades (…) dos reforços com fibras, permitindo fabricar peças de extrema leveza e resistência.

(…) As resinas utilizadas na fabricação (…) são geralmente termofixas (…). Os reforços, (…) fios contínuos fios picados, mantas de fios picados e tecidos (…).

Alguns dos mercados que mais utilizam composites são o automobilístico, náutico, aeroespacial, eólico, anticorrosivo, elétrico, construção civil, industrial (…), esportivo, e moveleiro (…). (…) são conhecidos por substituírem (…) o aço e o alumínio em aplicações onde a leveza e a liberdade de design exigem a utilização de materiais plásticos.

Poliuretano:

Polímero temofixo (cuja reação não pode ser revertida aos componentes iniciais), (…) é um dos polímeros mais versáteis (…). Utilizado em grande escala em diversos mercados. (…) Quimicamente, o poliuretano é o resultado da reação de um ou vários polióis com um ou vários isocianatos, numa polimerização que envolve catalizadores amínicos e organo-metálicos, surfactantes em grande parte siliconados, cargas, pigmentos e outros aditivos. O sprincipais tipos de polióis existentes são base poliéter e poliéster. A depender das matérias-primas iniciais, a reação pode originar espuma flexível ou moldada, espuma rígida, rígida moldada, integral skin, elastômero, adesivo ou tinta, dentre outras.

Setor moveleiro – (…) o poliuretano aparece como espuma flexível (para colchôes, travesseiros, cobertores (…) )e modlada (em travesseiros com espuma viscoelástica, por exemplo). (…) por volta de 60% do poliuretano produzido no país vai para móveis. (…)

Isolamento térmico – (…) origina espumas rígidas com o maior potencial de isolamento térmico dentre os materiais conhecidos (…)

Elastômero – Moldado a quente (…) o poliuretano origina peças elastoméricas com excelente resistência à abrasão e elevada rigidez, indicadas para uso em rodas de skate (…) rodas de móveis, peças técnicas para o mercado de mineração (…) é o material mais indicado em relação aos vários concorrentes, como aço, borracha(…)

Adesivo – (…) Existente em versões mono ou bicomponente (…) mostra excelentes propriedades de resistência a tração e ao cisalhamento. (…)

Tintas – (…) e vernizes de poliurtetano são (…) melhores produtos para proteção e pintura de superfícies de madeira, metais e composites (…) desempenho superior a tintas de origem acrílica ou alquídica (…).

Plásticos de engenharia:

(…) são plásticos especificados e utilizados em função de necessidades (…) mecânicas, químicas, térmicas, ergonômicas, de design, dentre muitas outras. (…) Uma infinidade de plásticos de engenharia está à disposição dos transformadores de peças plásticas. (…) podem estar na forma de blendas que utilizam o que há de melhor nos polímeros que entram na mistura.

No setor automotivo, por exemplo, a poliamida (PA), o polibutileno tereftalato (PBT), o poliacetal (POM), a acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS), a acrilonitrila estireno acrilato (ASA) (…) Em bens de consumo geral (…) são utilizados em aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos e microcomputadores, aparelhos celulates, brinquedos, móveis, etc.
Contrariamente aos plásticos tradicionais, vendidos e transformados em commodities, os plásticos de engenharia obedecem (…) parâmetros técnicos que os tornam inficados para aplicações tradicionalmente indicadas para ligas metálicas ou plásticos de pior rendimento. (…) quanto mais a tecnologia avança e os requisitos de engenharia se tornam cada vez mais difíceis de atender, mais o mercado cresce (…).

Abaixo alguns exemplos dos catálogos mais interessantes obtidos durante a visita:

Fabricação

Wacker: Fabricação de bolsas de vácuo.

Fresadoras da empresa Engravers
Cortadoras a laser da empresa Engravers
Equipamento e técnicas para fabricação de compósitos, da empresa Adm-Isobloc

Materiais

Texiglass: tecidos para aplicação na fabricação de compósitos.

Ao chegar em casa, fiz um balanço mental da experiência. Apesar de ter visto e conhecido muitas coisas novas, porque o contato foi breve e porque meu conhecimento sobre o assunto era quase nulo no momento da visita, não foi possível determinar se de fato encontrei novos materiais imediatamente aplicáveis diretamente à construção do robô. Em relação à materiais para serem fresados, não nos deparamos com nenhum produto que correspondesse às características procuradas.

De forma alguma a visita foi sem importância. Tudo o que conheci ampliou meu vocabulário técnico e agora integram minha biblioteca mental de opções, ou seja, agora eu sei onde buscar soluções quando, durante o trajeto de desenvolvimento encontrarmos problemas que demandem o uso de um material com alguma propriedades específicas, como por exemplo resistência ao calor, mecânica ou química.

This entry was posted in Uncategorized. Bookmark the permalink.